O sucesso da Black Friday no Brasil

Será que já podemos dizer que a Black Friday é uma data admirada e considerada pelo mercado brasileiro ou ainda veleja naquela oceano de mitos sobre como manipular a percepção de preço e promoção?

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Os últimos dias foram tomados por um movimento que tem se tornado cada vez mais comum no varejo e (por que não dizer?) no mercado como um todo, o mês da Black Friday. Tradicional no território dos EUA, o dia já virou uma marca no imaginário dos consumidores, e aqui no Brasil demorou um pouco para realmente pegar.

Após pelo menos uns 10 anos replicando esforços para ofertar produtos com ofertas especiais em nosso mercado, fica a seguinte reflexão: será que a Black Friday é reconhecida no Brasil ou ainda segue com o infâme e conhecido trocadilho de “Black Fraude”?

Segundo dados obtidos pela Getnet, fintech do Grupo Santander, o país teve um crescimento de 7,23% em relação ao 2024, faturando 10,06 bilhões de reais, e esse é realmente um bom número, pois demonstra uma reação na economia de forma geral, e como o mercado consumidor começou a considerar a data como um momento oportuno para compras, sendo elas por impulso ou necessidade real. 

Se compararmos com os últimos 4 anos, 2021 foi, por enquanto, o melhor ano da Black Friday até o momento, com um faturamento de 10,19 bilhões de reais (fonte: Neotrust). Vale lembrar que esse ano passou pela ressaca de um período pós-pandêmico que impulsionou o consumo de forma inédita.

Legal, mas é preciso analisarmos de forma mais macro para conseguirmos entender o verdadeiro sucesso da Black Friday no Brasil. Considerando a inflação, as vendas deste ano representam um aumento de aproximadamente 78% de crescimento em relação a 2015, ou seja, 10 anos atrás. Então, sim, é um belo número que demonstra um sucesso exponencial que vem mostrando a relevância do ensejo comercial. 

Do ponto de vista do branding, se estivéssemos tratando a Black Friday como uma marca, diríamos que sua reputação permanece em neutralidade em comparação aos últimos anos. As menções e conteúdo sobre a data cresceram mais ou menos 20% em relação a 2024, segundo a Infomoney, mas esse mesmo levantamento afirmou que as reações positivas superam as negativas, ou seja, é um momento de consolidação para a data. Apesar disso, um dado preocupante é que quase 26% dos brasileiros afirmaram já ter sofrido golpes digitais, o que cresce de forma natural a desconfiança por ofertas aparentemente “incríveis”.

De modo geral, não estamos aqui dizendo que se tornou uma ação a altura do que as terras do tio Sam já fazem, até porque essas realidades são incomparáveis, mas a verdade é que do pequeno ao maior comerciante, a Black Friday já é extremamente popular, alçando um lugar mais relevante que o período de natal para o mercado. Se sua marca ou alguma que já tenha te impactado nesse período esteja se apropriando do tema para aquecer suas vendas, saiba que essa mancha escura no calendário do varejo veio para ficar. 

Mas tenha em mente para a oportunidade, a Black Friday se consolidou como uma ação de ofertas extremamente atrativas e exclusivas, então não engane seus clientes, se você só está repetindo a mesma oferta ao longo do ano ou oferece um benefício atrelado a compra para qualquer um em qualquer momento, você não entendeu a premissa dessa data, e os consumidores percebem quando uma oferta não condiz com o momento. E lembre-se também, é muito importante estabelecer uma relação de confiança com seu consumidor, pois toda oferta por mais vantajosa financeira que possa parecer precisa vir acompanhada de um valor agregado ao produto ou serviço.

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